Wasington não foi um grande jogador, daqueles que entram para a história e são para sempre colocados no altar dos intocáveis. Também não foi um perna de pau, por assim dizer.O atacante foi eficiente, diria eu. Fez gols em profusão, foi artilheiro por onde passou. Tinha uma relação complicada com o torcedor, porque perdia gols na mesma medida em que os convertia. Alguns deles, inacreditavelmente difíceis de se perder.
Mas, não era essa a principal virtude de Wasington. O que o atacante tinha de mais precioso não estava em seus pés, e sim em seu coração. Um senso de profissionalismo imenso, um tom sempre elegante e cordial com os demais, uma simpatia que podia ser sentida, mesmo à distância.
O Coração Valente, como é chamado, nunca teve vida fácil no futebol. A saúde sempre foi o seu calcanhar de Aquiles, e foi por causa dela que o atacante foi forçado a abandonar os gramados. Washington é exemplo de homem, de valentia e de retidão.
O desempenho do jogador dentro de campo pode ser questionado. O que não tem questionamento é o caráter do Coração Valente. Que tenha sorte! E que tenha saúde!
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