5 de jan de 2013

CLICHÊ

Me surpreende o fato de Jóbson ainda conseguir se encaixar em algum clube de futebol. Depois de tudo que fez e refez a única coisa que se poderia esperar era que definhasse até ser esquecido por completo.
Jóbson está longe de ser um pobre coitado. Ele sabe muito bem todas as consequências de seus atos. O vício, do qual alega ser uma vítima indefesa, parece que não é mais o maior problema. Aliás, dependentes químicos estão longe de se comportar como Jóbson. Há nesses indivíduos um ar de degradação e precariedade que não parece fazer parte do visual do atacante.
O São Caetano será o destino do jogador. Sua história no clube paulista já tem um roteiro pronto. Na apresentação Jóbson dirá que está recuperado de todos os problemas, que tem a consciência sobre os males que o afligem e que será esta sua última chance. No início irá treinar com afinco e vontade, deixando todos bem animados. Participará até de alguns jogos pelo Paulistão e chegará a fazer gols importantes. A tragédia começará quando a noite, sempre sedutora, conquistar o atacante. A partir daí o que se verá é uma sequência de tropeços: faltas a treinos, brigas com membros da comissão técnica e por fim, a declaração cínica de que não se adaptou ao clube.
Na verdade, Jóbson passou a ser um peso para o Botafogo; alguém que o clube gostaria de se livrar, mas não pode. Acontece que o contrato do atacante vai até 2015 e até lá, os dirigentes precisam se virar para empurrá-lo goela abaixo de quem estiver disposto.
 


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