15 de mar de 2014

CONTESTADOS, MAS VITORIOSOS

netflu.com.br
Sem atuar junta desde a estreia No campeonato estadual, a dupla de zaga tricolor formada por Gum e Leandro Euzébio terão nova chance amanhã, contra o Vasco. Ao todo, os parceiros conquistaram três títulos pelo Fluminense: dois brasileiros (2010 e 2012) e um estadual (2012). Foram 112 jogos, com 61 vitórias, 24 empates e 27 derrotas. Com eles em campo, o Fluminense sofreu 114 gols. São números muito bons para os padrões atuais do futebol.
Em 2010, ambos formaram a melhor defesa do Brasileirão, sofrendo apenas 36 gols. O título daquela temporada coroou um trabalho bem feito. Em 2011, apesar do terceiro lugar na competição nacional, o Flu levou 51 gols e não esteve entre as melhores defesas. No ano seguinte, um novo título e um desempenho melhor que o de 2010. Novamente a dupla se sagrou a melhor da competição, ao lado do Grêmio, com 33 gols sofridos. No ano passado, apesar do desempenho ruim de toda a equipe, a zaga levou 47 gols; um número ainda menor do que em 2011 quando fez boa campanha.
Mesmo com dados bem expressivos e equilibrados, Leandro Euzébio e Gum nunca contaram com a confiança e a simpatia da maior parte do torcedor. É preciso que se faça uma análise dos números a partir do sistema de jogo do Fluminense. Claro que tendemos sempre a analisar o sistema defensivo pela zaga. Mas há outros jogadores tão importantes quanto. A dupla de volantes titular do tricolor em 2010 e 2011 foi formada por Valencia e Diguinho. Em 2012 e 2013, Jean e Edinho tornaram-se titulares. Houve jogos que apresentaram algumas variações com entradas de meias e volantes, mas nada que mudasse muito o sistema de jogo tricolor. Para Euzébio e Gum, a manutenção dessa base foi essencial. Mesmo não sendo tão convincentes individualmente, eles contaram com um time à frente que pôde dar sustentação às suas atuações. 
Por outro lado, é evidente que há uma certa decadência no jogo da dupla. Leandro Euzébio, particularmente, está em uma linha descendente e que parece não ter mais volta. A renovação é mesmo necessária. No futebol tudo é transitório. Esse é um movimento natural. O passado da dupla, no entanto, é glorioso e isso não se apaga. Os títulos e os números falam por si.

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