Ziyech já demonstrou ao que veio no Botafogo. Nos minutos em que esteve em campo, contra o Mirassol, mesmo com o placar adverso, o marroquino jogou fácil e deu suas credenciais. Toques rápidos, jogadas verticais e estilo objetivo.
Obviamente, ainda falta ritmo ao jogador. No Wydad Casablanca, fez apenas 16 partidas e marcou 9 gols. Além disso, deu duas assistências durante o curto período que vestiu a camisa do time de Marrocos. Ademais, todo jogador estrangeiro carece de algum tempo até a adaptação ao futebol brasileiro.
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| Foto: Vitor Silva/BFR |
Esse processo de adaptação pode ser facilitado por Tite. O treinador do Botafogo precisa compreender em que função Ziyech se sente mais a vontade. Todo jogador diferenciado precisa ter essa "regalia" no elenco. Não pode ser sacrificado. O atleta já declarou, algumas vezes, que se vê como um autêntico camisa 10, um meia clássico. No entanto, não descarta atuar como extrema pela direita. Em um elenco que possui Montoro, não seria mal deixar o marroquino atuando nessa função.
Na verdade, Ziyech exerce, com competência, as duas funções. Como meia, acumula 139 assistências. Como ponta, já balançou as redes 143 vezes nos clubes por onde passou. Trata-se daquele tipo de jogador que todo treinador gosta de ter no elenco.
Historicamente, Tite gosta de atuar com pontas que joguem dando profundidade, mas que também atuem por dentro, como meias. Foi assim em todas as equipes que comandou. Dessa maneira, Ziyech se encaixa perfeitamente nas ideias de jogo do treinador. Agora é ver, na prática, como isso se dá.






