Mostrando postagens com marcador Vasco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vasco. Mostrar todas as postagens

9 de dez. de 2015

EURICADA

Eurico Miranda, em mais uma de suas "euricadas", resolve dissolver quase toda a comissão técnica e o departamento de futebol. Alega o controvertido dirigente que o trabalho "não deu certo".
Apenas Jorginho, Zinho, Alex Evangelista e Joelton Urtiga permanecerão. Do departamento de futebol saem: Paulo Angioni e José Luís Moreira. Isaías Tinoco está de volta e terá ao seu lado o filho do mandatário, Euriquinho.
Está certo que Jorginho tem muito mérito no trabalho que fez. Apesar do rebaixamento, foi quase perfeita a campanha sob seu comando. Entretanto, o treinador não fez nada sozinho. Havia ali uma comissão técnica que tem considerável parcela na recuperação do Vasco.
Eurico não leva em consideração que o time foi campeão estadual com boa parte dessa comissão. Ele apela para a saída mais óbvia. Usa a arma de todo dirigente da velha guarda: medidas extremas para ofuscar o real problema.
Subiu à cabeça do dirigente um delírio de poder absoluto, logo após a conquista do Carioca. "O respeito voltou" foi o brado da loucura de Eurico. Repetia a frase sempre que precisava demonstrar poder, um poder que já não há mais.
Sua insanidade o fez acreditar na ilusão que tinha um elenco de respeito. E não tinha. Falta ao Vasco muita coisa. Mas, acima de tudo, falta uma visão mais moderna de gestão esportiva. Os velhos feudos do futebol estão caindo. Os coronéis estão se desfazendo como papel molhado. O respeito ao Vasco ainda há de voltar.

3 de out. de 2015

AS ENGRENAGENS DA BOLA

Está em processo de elaboração um novo torneio de futebol que pretende englobar as Américas: do sul, central e do norte. A competição, batizada de America Champions League, é um projeto ousado que prevê a participação de 64 clubes em 9 meses de disputa. No Brasil, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco e Cruzeiro já receberam convite. A intenção dos idealizadores é que a Liga dos Campeões das Américas tenha início em 2017. Eles anunciam premiações estratosféricas, números de fazer inveja: R$ 20 milhões para cada clube participante, R$ 118 milhões em premiações e um total de R$ 2 bilhões em movimentações financeiras. 
Por trás da empreitada, um mega empresário de comunicação: Riccardo Silva. O Italiano é dono MP&Silva, empresa que detém os direitos de transmissão de quase todas as ligas europeias, sul-americanas, copa do mundo, NBA, entre outras competições. Riccardo, além disso, é dono do Miami FC, clube que joga a liga que mais cresce financeiramente em todo o mundo. A criação da America Champions League seria, sem dúvida, um tiro certeiro para as pretensões do empresário, qual seja: impulsionar o futebol nos Estados Unidos e alavancar seus lucros.
Um dos maiores incentivadores da investida de Riccardo é Marcelo Tinelli, astro da televisão da argentina e candidato às eleições de março de 2016 da AFA. Tinelli é apresentador de um show de entretenimento e acumula a sua função com o cargo de vice-presidente do San Lorenzo. Uma salada complexa e suspeita. É no mínimo estranho que um dirigente de clube seja presidente da federação.
Tinelli vê com bons olhos a criação da novo liga porque pretende minar as forças da Conmebol. A combalida instituição seria o desejo do pop star hermano. A entidade sul-americana perderia muito com a criação da America Champions League, afinal a sua principal competição, a Libertadores, sofreria uma grande desvalorização de mercado.
A Conmebol não vive seus melhores dias. Vem sendo investigada pelo não repasse de 54% de US$ 265 milhões referentes a premiações da Sul-Americana e Libertadores entre 2010 e 2013. Não há melhor momento para a investida de Riccardo e Tinelli. É o que se convém dizer: unir o útil ao agradável. 
Por parte dos brasileiros convidados, duas preocupações: o calendário apertado de jogos e não ferir os interesses. Ninguém quer participar de um torneio sem o consentimento de CBF, Conmebol e FIFA. A grana é tentadora mas, por enquanto, tudo não passa de um punhado de ideias que tem por trás gente graúda. Embarcar nessa, pelo menos agora, é um tanto arriscado.

27 de abr. de 2015

OS MÉRITOS DE ASSIS

esporte.ig.com.br
Sempre que Ronaldinho Gaúcho se desliga de um clube, seu nome surge em diversos times no Brasil. Desde que deixou o México, depois de uma passagem pífia pelo Querétaro, o meia já foi especulado pelo Vasco e, agora, pelo Cruzeiro. É só o início da festa. Muitos outras possibilidades vêm por aí.
O que faz deste jogador especial? Ronaldinho já não e mais aquele há muito tempo. Então, porquê está sempre sendo especulado? De onde partem essas notícias? A quem interessa que sejam publicadas? 
No futebol, as coisas funcionam de uma maneira muito especial. A coisa é similar a uma bolsa de valores. As especulações comandam as ações. Se soltam uma informação que uma empresa tal teve seus diretores demitidos, aí os valores despencam. Assim é no esporte bretão. É preciso que se ventile o nome de um determinado atleta, muitas vezes e em diversos clubes, até que seu valor seja reaquecido no mercado.
A imprensa serve como meio para esse tipo de manipulação. Através dela a informação vai ganhando força até ganhar o status de verdade absoluta. Ao mesmo tempo, ela mesma (a imprensa), se nutre dessas especulações porque obedece a uma lógica mercantilista que se retroalimenta. A coisa funciona assim: o empresário planta a notícia no veículo de imprensa que, imediatamente, a divulga. O dirigente nega a notícia e o empresário também. Mas o que está escrito é já ganhou a rede não volta mais. Mesmo sendo publicadas as negativas do empresário e do dirigente, o que vale é a possibilidade do craque vestir a camisa de tal clube. No fim, ganham todos: empresário, imprensa e clube.
Assis, irmão e empresário de Ronaldinho, trabalha de forma muito eficiente. Ex-jogador, conhece bem os bastidores da bola. Quando seu irmão veio para o Flamengo, houve muita especulação sobre seu destino. Ao sair da Gávea para o Atlético-MG, também apareceram alternativas. Sua saída do Galo para o futebol mexicano teve escala no Palmeiras. Com o Verdão, Assis cozinhou a negociação até o fim. Todas as exigências foram atendidas pelo clube que esperava, no ano de seu centenário, presentear seu torcedor. No fim, uma frustração tamanho família e Ronaldinho embarcando para jogar no Querétaro por uma valor acima do esperado. Ou seja, o Palmeiras foi usado como meio para um contrato mais consistente com os mexicanos. E o que é mais assustador: o Alviverde voltou a ser especulado como uma das possibilidades nessa volta de Ronaldinho ao Brasil!
Ronaldinho Gaúcho apresenta um histórico recente que não inspira muita confiança. Depois do Barcelona, clube que deixou em 2008 e pelo qual viveu suas maiores glórias, o meia não teve boas passagens por Milan e Flamengo. Funcionou muito bem pelo Atlético-MG, em um time absolutamente encaixado pelo brilhante Cuca. Foi um período de seis anos, desde sua saída da Catalunha até a chegada a Belo Horizonte. No Galo, foram dois anos de clube e cerca de 1 ano e meio de bom nível técnico. No México, uma passagem pífia: apenas 21 jogos e algumas confusões. Muito pouco para que se justifiquem os supostos interesses pelo jogador. Ainda assim, haverá muitos. Todos por mérito de Assis.