Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

3 de out. de 2015

AS ENGRENAGENS DA BOLA

Está em processo de elaboração um novo torneio de futebol que pretende englobar as Américas: do sul, central e do norte. A competição, batizada de America Champions League, é um projeto ousado que prevê a participação de 64 clubes em 9 meses de disputa. No Brasil, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco e Cruzeiro já receberam convite. A intenção dos idealizadores é que a Liga dos Campeões das Américas tenha início em 2017. Eles anunciam premiações estratosféricas, números de fazer inveja: R$ 20 milhões para cada clube participante, R$ 118 milhões em premiações e um total de R$ 2 bilhões em movimentações financeiras. 
Por trás da empreitada, um mega empresário de comunicação: Riccardo Silva. O Italiano é dono MP&Silva, empresa que detém os direitos de transmissão de quase todas as ligas europeias, sul-americanas, copa do mundo, NBA, entre outras competições. Riccardo, além disso, é dono do Miami FC, clube que joga a liga que mais cresce financeiramente em todo o mundo. A criação da America Champions League seria, sem dúvida, um tiro certeiro para as pretensões do empresário, qual seja: impulsionar o futebol nos Estados Unidos e alavancar seus lucros.
Um dos maiores incentivadores da investida de Riccardo é Marcelo Tinelli, astro da televisão da argentina e candidato às eleições de março de 2016 da AFA. Tinelli é apresentador de um show de entretenimento e acumula a sua função com o cargo de vice-presidente do San Lorenzo. Uma salada complexa e suspeita. É no mínimo estranho que um dirigente de clube seja presidente da federação.
Tinelli vê com bons olhos a criação da novo liga porque pretende minar as forças da Conmebol. A combalida instituição seria o desejo do pop star hermano. A entidade sul-americana perderia muito com a criação da America Champions League, afinal a sua principal competição, a Libertadores, sofreria uma grande desvalorização de mercado.
A Conmebol não vive seus melhores dias. Vem sendo investigada pelo não repasse de 54% de US$ 265 milhões referentes a premiações da Sul-Americana e Libertadores entre 2010 e 2013. Não há melhor momento para a investida de Riccardo e Tinelli. É o que se convém dizer: unir o útil ao agradável. 
Por parte dos brasileiros convidados, duas preocupações: o calendário apertado de jogos e não ferir os interesses. Ninguém quer participar de um torneio sem o consentimento de CBF, Conmebol e FIFA. A grana é tentadora mas, por enquanto, tudo não passa de um punhado de ideias que tem por trás gente graúda. Embarcar nessa, pelo menos agora, é um tanto arriscado.

14 de ago. de 2015

O PASSADO SEMPRE VOLTA

abril.com.br
Kaká tem 33 anos e jogou seu último mundial em 2010 quando se esperava dele um protagonismo que não veio. Em 2002 era apenas um garoto, mas se beneficiou em participar de um grupo campeão. Em 2006, formava, ao lado de nomes badalados do futebol internacional, o chamado quadrado mágico: Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano. O quadrado não engrenou e o meia também.
Kaká tem brilho e trajetória robusta no esporte e isso é história contada com números, títulos e gols. Ninguém veste as camisas de São Paulo, Real Madri e Milan à toa. Foi ídolo por onde passou e sempre demonstrou grande habilidade, dentro e fora de campo. Voltar à seleção brasileira depois de tanto tempo é até um prêmio para o jogador.
Muitos criticam a sua convocação argumentando que Kaká não estará no mundial da Rússia. Eu penso o contrário: temos escassez de meias. O Brasil joga, desde muito tempo, sem jogadores que pensem o jogo. Kaká poderia ser este homem. Quando imagino o jogador, o associo a Pirlo  que jogou como terceiro homem nos últimos anos de Azurra e se saiu muito bem. 
Dunga tem convocado remanescentes de 2010, como uma forma de trazer mais experiência e confiança para seu grupo de novatos. Maicon teve sua chance e desperdiçou com indisciplina. Robinho já foi chamado. Kaká também terá sua vez. Sobre os dois primeiros, realmente os considero ultrapassados. Não pelo futebol que jogam, mas por atuarem em posições de reposição menos complicada. Já a função de Kaká está em extinção e pode ser importante ter alguém com suas características no grupo. Vejamos se Dunga terá vida até a Rússia. Aí então, vejamos também se Kaká terá fôlego até lá.